Um sérum de vitamina C que chega à prateleira passou, antes disso, por algo entre 12 e 24 meses de trabalho. Foram dezenas de versões testadas em bancada, várias descartadas porque escureceram no terceiro dia, uma que separou em fases dentro da embalagem escolhida, outra que estava perfeita, mas custava três vezes o preço-alvo.
O frasco que o consumidor pega em dois segundos é o resultado visível de um processo longo, técnico e cheio de decisões que ninguém vê.
E com isso vem a importancia da Pós-graduação em Desenvolvimento de Produtos Cosméticos.
O desenvolvimento de produtos cosméticos é justamente esse processo: transformar uma ideia de mercado em um produto seguro, estável, eficaz, viável em escala industrial e regularizado. É uma área que combina química, dermatologia, engenharia de produção, marketing e regulação e é um dos campos mais dinâmicos da indústria brasileira, já que o país é um dos maiores mercados de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos do mundo.
Este artigo percorre as etapas desse caminho, do briefing ao pós-lançamento.

Antes de tudo: o que é um cosmético, tecnicamente
A definição importa porque determina toda a rota regulatória. Produtos de higiene pessoal, cosméticos e perfumes são preparações destinadas ao uso externo nas diversas partes do corpo humano principalmente a pele, sistema capilar, unhas, lábios, órgãos genitais externos, dentes e mucosa oral, com a finalidade exclusiva ou principal de limpar, perfumar, alterar a aparência, corrigir odores corporais, proteger ou manter em bom estado. A expressão-chave é finalidade. Um produto que se propõe a tratar doenças, alterar função fisiológica ou estrutura da pele de forma significativa não é cosmético, é medicamento, e segue outra legislação, outro rigor de comprovação e outro tipo de registro. Essa fronteira é o ponto mais sensível do desenvolvimento, e voltaremos a ela quando falarmos de alegações. Por isso a Pós-graduação em Desenvolvimento de Produtos Cosméticos é tão importante!
Conclusão
O desenvolvimento de um cosmético começa com um briefing de mercado. A equipe analisa a viabilidade técnica, regulatória e econômica, desenvolve e aprimora a formulação em bancada, realiza testes de estabilidade na embalagem definitiva, avalia a segurança e comprova as alegações do produto. Depois, a equipe embala e rotula o cosmético conforme as exigências sanitárias, regulariza o produto junto à Anvisa, escala a produção para a indústria e acompanha seu desempenho após o lançamento.
Duas ideias resumem a lógica de tudo isso. A primeira: segurança e estabilidade não são etapas de validação no fim do processo, são critérios de projeto desde a primeira formulação. Quando o desenvolvimento, a qualidade ou a segurança fica em segundo plano, o produto pode até chegar à prateleira, mas dificilmente permanece nela.. Que tal aprender mais da área, na FAC IEPG você pode, chama a gente e descubra mais sobre nossa Pós-graduação em Desenvolvimento de Produtos Cosméticos https://wa.me/15553660921
