Uma IES lança três cursos novos em um ano. Matrículas sobem, a grade se expande, o faturamento cresce. Doze meses depois, dois desses cursos estão com ociosidade acima de 60%, a taxa de evasão do polo saltou de 18% para 34% e o MEC abriu uma supervisão. O que faltou não foi coragem, foi gestão estratégica.
No ensino superior brasileiro, gestores ainda decidem sobre oferta, expansão, qualidade e compliance com base, muitas vezes, na própria intuição ou na pressão do mercado. Mas quando a regulação se adensa, a concorrência se agrava e o aluno se torna mais exigente, a gestão estratégica deixa de ser diferencial e vira condição de sobrevivência. Este artigo explica por quê.
Gestão de pessoas como ativo estratégico
O corpo docente e a equipe gestora são o ativo mais caro e mais decisivo da IES. A gestão estratégica de pessoas inclui:
– Plano de carreira docente — reter quem é bom não é só salário, é reconhecimento e progressão.
– Formação continuada — docentes desatualizados = aulas desatualizadas = alunos insatisfeitos.
– Liderança preparada — coordenadores de curso precisam de formação em gestão, não apenas em conteúdo.

A FAC IEPG e a formação em gestão do ensino superior
Nesse contexto, o MBA em Regulação do Ensino Superior da FAC IEPG foi desenhado para formar profissionais que compreendem a intersecção entre regulação, gestão e qualidade — e não apenas uma delas. No contexto da gestão estratégica.
Conclusão
- Gestão estratégica no ensino superior conecta missão, regulação e finanças — sem esse alinhamento, decisões são fragmentadas.
- O cenário brasileiro (demografia, regulação, concorrência, aluno consumidor, ociosidade) torna a gestão estratégica condição de sobrevivência.
- Os cinco pilares — dados, missão/mercado, governança, pessoas e inovação controlada — dão estrutura ao processo.
- Por isso, um método adequado ajuda profissionais a evitar erros frequentes, como expansão sem estudo, centralização, cópia de concorrentes e desatenção à regulação.
