A prevenção do HIV pode ganhar uma nova alternativa na rede pública de saúde. Em 2026, a profilaxia pré-exposição (PrEP) injetável com cabotegravir recebeu recomendação preliminar favorável da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec). A eventual incorporação permitirá ampliar as opções de prevenção, com aplicações a cada dois meses após as doses iniciais.
Mas o que muda na prática? Além de facilitar a adesão para algumas pessoas, a PrEP injetável traz novas demandas para os serviços de saúde, desde a testagem para HIV até o acompanhamento contínuo dos usuários.
O que é a PrEP injetável?
A PrEP injetável é uma estratégia de prevenção do HIV que utiliza o cabotegravir, medicamento antirretroviral de ação prolongada. Enquanto a PrEP oral exige o uso regular de comprimidos, a versão injetável permite intervalos maiores entre as doses, seguindo o esquema de aplicação recomendado.
Essa característica pode beneficiar pessoas que enfrentam dificuldades para manter uma rotina diária de medicação. No entanto, a eficácia depende do cumprimento do calendário de aplicações e do acompanhamento profissional.
O método é destinado a pessoas HIV negativas que apresentam possibilidade de exposição ao vírus. Por isso, a testagem para HIV é indispensável antes do início do tratamento e durante o acompanhamento, conforme as recomendações clínicas.

Por que a chegada do cabotegravir ao SUS é importante.
tratamento e durante o acompanhamento, conforme as recomendações clínicas.
Por que a chegada do cabotegravir ao SUS é importante?
A ampliação das estratégias de prevenção permite atender a diferentes necessidades e realidades. Para quem não se adapta à PrEP oral, a possibilidade de receber aplicações periódicas pode representar uma alternativa importante.
Estudos clínicos demonstraram que o cabotegravir injetável pode oferecer maior proteção contra a aquisição do HIV do que a PrEP oral estudada em determinados grupos. Os resultados reforçam o potencial da tecnologia, embora sua efetividade também dependa do acesso ao serviço, da continuidade do acompanhamento e da aplicação das doses nos intervalos indicados.
Se incorporada ao SUS, a PrEP injetável poderá ampliar as possibilidades de prevenção na rede pública. Para que isso aconteça de forma efetiva, será necessário organizar os fluxos de atendimento, garantir a testagem e preparar as equipes para orientar e acompanhar.
Como a formação em Saúde Coletiva contribui para esse cenário.
A incorporação de novas estratégias de prevenção exige conhecimentos que vão além da execução de procedimentos. Os profissionais precisam compreender as políticas públicas de saúde, os protocolos de atendimento e os fatores sociais que influenciam o acesso à prevenção e ao tratamento.
A formação em Saúde Coletiva e Estratégia em Saúde da Família contribui para desenvolver essa visão ampliada do cuidado, integrando promoção da saúde, prevenção de doenças, organização dos serviços e acompanhamento da população.
Conclusão
A possível incorporação da PrEP injetável ao SUS representa uma oportunidade de ampliar as estratégias de prevenção do HIV no Brasil. Para que essa inovação produza resultados concretos, será fundamental contar com equipes capacitadas para orientar, acolher e acompanhar os usuários de forma contínua.
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